30 setembro 2015

DESCOBRIDORES I a Grande Estreia aproxima-se


 os últimos pontos com as linhas de algodão com que tenho brincado durante todos estes meses de trabalho começam a encontrar o fim deste processo criativo. essas mesmas linhas bordadas, desenhadas sobre os tecidos, começam a dar lugar a uma nova viagem. novas etapas deste projecto estão prestes a acontecer. estou ansiosa para perceber como os Pais e Bébés irão viver e sentir os Descobridores.

 no dia 29 de Setembro, realizamos o Ensaio Aberto, em Espinho. a "Casa" dos Descobridores recebeu apenas três bébés e muitos crescidos e foi tão bom. a Exposição "Uma viagem feita por ti" recebeu os primeiros exploradores e é tão bom sorrir quando sentimos o quanto as pessoas gostam do nosso trabalho, sobretudo o público especial para quem este Espectáculo + Exposição se dirige.

  no final do Ensaio Aberto, a Filipa Mesquita saiu com a nossa Bitória nas mãos, passando pela Exposição que também desenvolvi para este projecto. os Pais e Bébés tiveram a oportunidade de explorar alguns dos elementos da narrativa plástica que criei com enorme entusiasmo para Descobridores. a digressão desta co-produção da Artemrede Teatros Associados vai começar não tarda nada. 

16 setembro 2015

as árvores desenham linhas no céu (2003) // Bergen


 quando cheguei à Noruega, em 2003, os meus sentidos e o meu olhar foram despertos como nunca antes havia acontecido. naquele lugar encontrei-me e espero um dia lá regressar. muitas das formas e das emoções tentei transformar em imagens. fascinei-me tantas vezes com as cores do céu, o mesmo céu que se reflectia nas águas dos lagos onde o meu olhar se perdia para se encontrar tantas vezes. e as linhas que as árvores desenhavam no céu... olhando estas linhas de novo, também me parecem as veias que percorrem o meu corpo, os caminhos que alimentam a minha alma.

13 setembro 2015

passeando com uma árvore à cabeça...


 já plantei algumas árvores... mas quero plantar muitas mais. lembro-me de dizer, quando era miúda, que quando fosse grande queria ter muitas árvores. ainda não tenho aquele pomar como o dos avós mas sei que vai acontecer um dia. por enquanto cuido de árvores que existem noutros lugares e tenho uma que continua a crescer no meu estúdio. como a sinto como parte de mim. 

 para os Descobridores dei forma com os tecidos a um Embondeiro... e lá andei eu pelo estúdio, a passear com os ramos e as folhagens do Embondeiro à cabeça.

10 setembro 2015

WORK IN PROGRESS I construindo uma Casa


 o meu estúdio de trabalho por estes dias tem sido na Companhia de Teatro e Marionetas de Mandrágora... por enquanto continuo com as molas, os alfinetes e os fios. o sobe e desce no escadote, vezes sem conta, para que a nossa Casa fique pronta para receber.

09 setembro 2015

WORK IN PROGRESS I do lado de fora, do lado de dentro


 o meu espaço de trabalho, por estes dias, continua a ser aqui. enquanto continuo eu do lado de fora com os alfinetes, as linhas e as agulhas, o sobe e desce vezes sem conta para acrescentar o "telhado" à nossa casa, a Filipa Mesquita anda lá dentro com os nossos meninos e os bichos. daqui de cima vim espreitar.

30 agosto 2015

DESCOBRIDORES I Work in Progress


 por estes dias continuo em Modo Descobridores. 
 a Exposição vai crescendo a cada dia. são horas de trabalho. quase adormeço e volto a acordar nos lugares por onde continuo a viajar com este projecto. e as formas e soluções exploradas por estes dias ajudam a visualizar o cenário onde esta viagem vai ser feita com os pais e bébés que se juntarem a nós. já falta muito pouco para, pela primeira vez, ver e sentir, os pequenos e graúdos, a viajarem pelo universo plástico que criei para este Espectáculo e para a Exposição "uma viagem feita por ti" que vai acompanhar Descobridores na sua digressão.
 esta é uma grande viagem que iniciei no momento em que criei o livro-objecto para este projecto a pedido da Marionetista Filipa Mesquita, da Companhia e Teatro de Marionetes de Mandrágora. 
 ... e a viagem continua e vai continuar.

 ora ali espreito eu dentro de um dos lugares desta Exposição. e ainda na imagem, um trevo de quatro folhas a espreitar. só poderá querer dizer que Descobridores nasceu para encantar. 

14 agosto 2015

DESCOBRIDORES I Work in Progress


 quem disse que o mês de Agosto é sinónimo de praia? por aqui, no estúdio, depois da chegada das estruturas para a Instalação Têxtil que vai acompanhar o Espectáculo Descobridores, o trabalho retomou outro ritmo e entusiasmo. saboreio cada revelação que o processo criativo em si mesmo me dá a cada instante. as primeiras ideias e formas nasceram na concepção do livro-objecto aquando da apresentação da linguagem estética da minha proposta de Criação Plástica para este desafio. mas embora algumas ideias e formas existam na vontade e desejo de serem criadas, por vezes existe um clique mágico que nos revela, com outro olhar, essa forma original desejada... aquela forma que temos a certeza que é aquela e não outra! hoje, o trabalho no estúdio brilhou e eu regressei a casa com um enorme sorriso no rosto e na alma. com as mãos continuo a dar forma ao universo plástico dos Descobridores e hoje com elas estive a tecer apontamentos desta bela narrativa visual.

05 agosto 2015

I'm CARGO now


Continuo a trabalhar nesta página para partilhar o meu trabalho artístico. 
Visita e partilha. Obrigada.

--- 

I continue to working on this page to share my art work.
Visiting and sharing. Thanks.

03 agosto 2015

DESCOBRIDORES I Work in Progress


 a estrutura para o Espectáculo Descobridores está pronta. que vontade grande em ter no estúdio as estruturas da exposição para começar a trabalhar nelas. para a semana chegam por cá e então seguem-se dias de criação. e como hoje ainda tivemos público especial também presente nesse universo plástico, aqui fica este apontamento.

31 julho 2015

modos tradicionais para saber por onde ir


 continuo a preferir modos tradicionais para saber por onde ir. parar para perguntar se estamos no caminho certo para chegar onde queremos é sempre uma surpresa. eu cá continuo a gostar mais de mapas de papel e das pessoas. não me agarro demasiado às tecnologias senão deixamos de treinar e inspirar os nossos sentidos e a nossa intuição. e afinal sempre estávamos no caminho certo. era só mais adiante. e assim ainda escutei histórias do lugar e das suas gentes.

21 julho 2015

DESCOBRIDORES I Work in Progress



 entre a praia e o estúdio, continuo em Modo Descobridores... os fantoches dos nossos meninos e meninas já nasceram. os bichos seus companheiros também. outros elementos cénicos vão ganhando forma e cor. o Processo Criativo acontece e a magia das formas em tecidos que abraçam este lugar se revelam por si só... e aos nossos olhos o encantamento acontece de novo.

14 julho 2015

DESCOBRIDORES I Work in Progress

 Para ilustrar o dia de trabalho de hoje, com a Marionetista Filipa Mesquita, partilho a nossa Menina Portuguesa. Os fantoches dos Descobridores ganham vida nesta linguagem dos afectos. Hoje, a nossa Bitória sorriu para nós com outra luz e encanto... e regressa a este cenário com o seu belo sorriso, a sua Alegria de sempre. 


Produção. Teatro e Marionetas de Mandrágora
Co-Produção. Artemrede

11 julho 2015

DESCOBRIDORES I Work in Progress

com as mãOs. criAr. 
com as mãOs. acarinhAR.
afectOs em tEcido.
abraçAR mOmentos.


Produção. Teatro e Marionetas de Mandrágora
Co-Produção. Artemrede
Criação Artística. Filipa Mesquita
Criação Plástica. Vânia Kosta

10 julho 2015

DESCOBRIDORES I Work in Progress

de pÉs na tErRA e nO maR... 
cOm as nOssas asas alcançAMos o cÉu...


Produção. Teatro e Marionetas de Mandrágora
Co-Produção. Artemrede

21 junho 2015

DESCOBRIDORES I Work in Progress


 eis que VESTIMOS poeticamente ou mesmo literalmente o nosso cenário. 
 enquanto estes metros de manta de retalhos crescem nas minhas mãos, vou-me sentido envolvida e abraçada pelo tanto que se revela em mim. é como se por estes dias vestisse um AZUL de MAR e de CÉU e me sentisse parte de um todo. a manta cresce à medida que as minhas mãos e a máquina de costura ajudam esta ligação mágica com os tons de azul. no estúdio a manta espalha-se, envolve o espaço, envolve-me também. a Filipa Mesquita, da Companhia de Teatro e Marionetas de Mandrágora, veio conhecer esta manta de retalhos para o nosso espectáculo DESCOBRIDORES e de repente vestiu, como eu, esta que será, a pele do cenário que irá envolver o público. 
 um espectáculo que desejamos que encante o público num momento partilhado entre pais e bébés.

Produção. Teatro e Marionetas de Mandrágora
Co-Produção. Artemrede

19 junho 2015

06 junho 2015

um mar de azul, de céu e de mar...

 Para quem dúvidas do comprimento desta manta de retalhos... 23 metros de comprimento com cerca de 46 metros quadrados. estes dias no estúdio têm sido um enorme desafio... as horas a fio agarrada aos alfinetes e às agulhas, aos inúmeros retalhos azuis que se espalham por tantos outros recantos do estúdio. Se esta manta chegasse à janela, rapidamente chegaria ao Jardim de Santa Bárbara!

 Aqui nasce um Mar de Azul espalhado pelo estúdio.

 Uma manta de retalhos de Céu e de Mar que vai abraçar um cenário especial. Um espaço que espero que se transforme numa experiência mágica para todos.


30 maio 2015

Segue com o olhar o voo livre da andorinha...


 Depois de um dia a acrescentar retalhos azuis a um pedaço de céu e de mar em forma de manta de retalhos, regressava a casa quando encontrei este andorinhão caído na estrada atordoado. Deve ter feito um voo baixo e um carro deve ter batido nele. Encostei o carro, liguei os piscas e saí para o apanhar. Consegui trazê-lo para casa. Veio a viagem toda no meu colo muito quietinho. 

 "Segue com o olhar o voo livre da andorinha" foi a peça que tive a espreitar na minha janela em março sem imaginar eu que algum dia ia ter um verdadeiro na mão, encontrado perto desta mesma janela. Já em casa senti as suas patinhas com fortes unhas que pareciam agulhas a cravar na minha mão para se segurar. O que mais me emocionou foi sentir o bater do seu coração na palma da mão. Agradeço por estes pequenos momentos. Por ter passado naquele lugar, àquela hora. Não sei como vai ser o dia de amanhã mas fico feliz por dadas as circunstâncias, apesar de tudo, ele estar aqui. Há pouco voltei a ir espreitá-lo para ver como estava. Está quentinho, tranquilo. Continuo a sentir o bater do seu coração. Amanhã é outro dia e o meu desejo é ele ser capaz de voar e continuar a sua jornada. 

 Durante a noite fui espreitá-lo por duas vezes. Coloquei o despertador para cedo regressar ao local onde o havia encontrado e tentar perceber se conseguia voar. Depois de uma bela noite de sono e de repousar do susto que apanhou, estaria com outra energia. Eram seis da manhã quando despertei e se o andorinhão passou a noite no chão da gaiola, de manhã encontrei-o mais desperto levantado nas grades. A única coisa que lhe consegui dar foram algumas gotas de água. Catou as penas. Sacudiu-se e percebi que se sentia seguro e estava bem e isso deixou-me feliz. 

 A esta hora a cidade ainda dorme num domingo de manhã. Era a hora perfeita para tentar libertá-lo. Assim sem dar nas vistas e tranquila podia perceber se o andorinhão-preto poderia regressar para junto da sua família. Naquela rua, no céu, já rodopiavam as dezenas de andorinhões atrás dos insectos. O andorinhão na mão olhava o céu com vontade de estar lá bem no alto junto dos outros. Seria uma imagem fantástica segurá-lo com as duas mãos e lançá-lo aos céus, mas continuei com algumas dúvidas em relação a uma das asas e optei por não fazê-lo ou o andorinhão iria sofrer outra queda e ficar ainda mais dorido. As lágrimas vieram-me aos olhos. Regressei a casa e a única coisa que lhe consegui dar foram mais algumas gotas de água. Andei na varanda a tentar apanhar insectos, alguns estavam presos em teias de aranha, mas tive imensas dificuldades em alimentá-lo. Obviamente não se alimentam das mãos dos humanos mas teria de fazer alguma coisa ou esta história poderia acabar aqui e uma tristeza ainda maior me iria encher o peito já apertado com toda esta situação. Pesquisei por centros de recuperação de animais selvagens e encontrei o Centro de Recuperação de Gaia. Contactei-os foram super atenciosos e prestáveis e decidi fazer uma pequena viagem até ao Parque Biológico de Gaia que acabei por visitar e conhecer. Aqui eles saberiam se está apto a voar e seria libertado. No local certo, este andorinhão-preto, com as pessoas com os conhecimentos e os meios adequados para cuidarem dele saberiam quando o poderiam devolver à vida. Fiz o que senti e desejei fazer... 

agora sempre que olhar o céu azul e encontrar andorinhões, vou acreditar que este será um deles.

27 maio 2015

PASSATEMPO no Facebook I São João 2015


 Se gostas das Festividades de São João, este Passatempo no Facebook é para ti. Para te habilitares a ganhar uma pregadeira menina manjerico tens de:
(1) colocar "gosto" na página de facebook de Dedal no Dedo; (2) colocar "gosto" no post do passatempo; (3) partilhar o post do passatempo no teu mural de forma pública, identificando 3 amigos; (4) e por fim enviar uma mensagem com o teu nome e contacto de email.

 Participa e quem sabe vais receber em casa uma pregadeira menina manjerico para ir passear contigo nas Festividades de São João, celebradas em qualquer cidade do país. Se fores o vencedor(a), comprometes-te a enviar e partilhar fotografias divertidas com esta pregadeira. PARTICIPA!

olhando o céu estrelado...


 saber que algumas criações de pano habitam os quartos dos mais pequeninos, alguns bem pequeninos porque acabaram de nascer, é simplesmente mágico. sentir que estas pequenas e singelas criações de pano, estas personagens de olhares sonhadores vão acompanhar por muitos anos os olhares curiosos e também sonhadores destes meninos e meninas que chegaram para nos encantar.

[peça. mobile - a menina, as estrelas e o seu gato 2015]

19 maio 2015

guardadas em caixa de sapatos...


 em 2013 comecei a explorar alguns pedaços de tecido que fui guardando em caixas de sapatos durante todos estes anos.
 até então os meus dias no estúdio eram essencialmente passados a brincar com os tecidos e outros materiais a fim de criar, entre outras peças, as minhas personagens de pano contadoras de histórias. esses retalhos de tecido não poderiam simplesmente ir para o caixote do lixo. as cores, as formas, a sua existência poderia ser estendida a algo extraordinário. na altura não sabia bem o que iria criar com todos eles. que resultado teriam no trabalho que iria desenvolver com eles. a única certeza era que tinham de ser guardados porque um dia ganhariam uma nova vida. nestes últimos tempos tenho tentado abrir cada uma dessas caixas de sapatos. com esses retalhos espalhados sobre a mesa tenho descoberto novos caminhos e possibilidades.