31 julho 2016

J U L H O. um ano I dez meses I trezentos e sessenta e seis dias


... retomando a partilha de alguns dos melhores momentos de cada mês, chegou o dia de recordar então, alguns dos apontamentos que ajudam a ilustrar este mês de julho. e tantos outros momentos foram sendo partilhados ao longo deste mês, e tantos outros que não poderiam deixar de ser "secretos" e apenas meus. durante este mês aconteceram tantas coisas boas. aconteceu os Elementos à Solta e uma nova oportunidade para expor o meu trabalho na belíssima aldeia da Cerdeira, na Serra da Lousã. mais uma excelente oportunidade para conhecer também o trabalho de outros artistas e assim criar novas sinergias, entre elas a oportunidade fantástica para explorar técnicas de cestaria que irei com certeza aplicar em projectos futuros. e foram dias de visitar lugares "abandonados" e sem contar assistir ao pôr-do-sol mais bonito que vi nos últimos anos. tantos desejos ainda por realizar, tantas oportunidades e meses para continuar a caminhar em direcção a todos eles...

18 julho 2016

da aldeia para a cidade


 depois de uns dias na montanha, na Aldeia da Cerdeira, a participar nos Elementos à Solta, regresso à cidade. mesmo aqui, podemos ser surpreendidos com momentos como estes. a natureza está em todo o lado. este foi o pôr-do-sol mais fantástico a que assisti nos últimos tempos. um momento extraordinário.

15 julho 2016

CESTARIA CONTEMPORÊNA com Carlos Fontales


 nos Elementos à Solta - Art meets Nature, Carlos Fontales desenvolveu diversas actividades no decorrer do Curso de Cestaria Contemporânea. foram várias peças que os participantes puderam criar e aprender a fazer durante os dias da iniciativa. numa Aldeia cheia de actividades que respiravam Arte+Natureza, eu ainda tive a oportunidade de explorar dois modelos. que sorte a minha conhecer gente assim! uma experiência extraordinária. com tantos artistas de tantas áreas de exploração diversas, já surgiram sinergias e a possibilidade de um projecto com parcerias interessantes. se as ideias avançarem depois partilho os resultados. é sempre bom regressar à Cerdeira Village Art & Craft.

13 julho 2016

11ª Edição Elementos à Solta I CERDEIRA




 regressei à Aldeia da Cerdeira para participar nos Elementos à Solta - Art meets Nature. nesta edição, eis as peças que trouxe do Norte para este lugar. as peças habitaram a Casa das Vizinhas e a Casa da Árvore. e que bem ficaram as Mãos-Árvore junto ao xisto, nesta casa com o seu nome. na varanda, com a belíssima vista para a serra, o Pedro & Inês. eles regressaram também à Aldeia. lugar onde aliás celebraram o amor neste mesmo encontro de Arte+Natureza. de olhar voltado um para o outro, embalados pelo vento que de vez em quando soprava, estiveram unidos pelo dedo mindinho por um fio de linha vermelha. tantos caminhos possíveis. tantos caminhos percorridos por esta mesma linha vermelha. Pedro & Inês estão unidos neste encontro de caminhos, uma instalação que remete para a Lenda Japonesa "A Linha Vermelha do Destino".


 os Elementos à Solta recebem diversos artistas. a Aldeia está toda ela salpicada de Arte para ser descoberta por todos os que venham ao nosso encontro. 

[REPORTAGEM. Cerdeira, a aldeia do Xisto transformada num ateliê]

11 julho 2016

working in progress


 working in progress para Elementos à Solta na Aldeia da Cerdeira. últimos dias com as linhas e as agulhas. e porque se torna habitual, gosto e faço questão de aproveitar este evento de Arte+Natureza para apresentar ao público peças novas. durante o processo uma fotografia tirada no estúdio, entre panos, linhas e agulhas. outra, após a chegada a casa. em comum, a mesma peça de retalhos azuis iniciada há uns anos. e porque tenho trazido trabalho para casa, por estes dias, o Matias é o primeiro a reclamar! ou pelo menos a tentar chamar a atenção. e neste dia deitou-se satisfeito sobre a peça como quem diz: " Daqui não saio, daqui ninguém me tira". e já sabia, andou entretido a brincar com os novelos e a tentar apanhar as linhas enquanto continuava a bordar à mão. e a peça está quase pronta!

08 julho 2016

solitária e o seu ninho de folhas


 a NATUREZA é simplesmente extraordinária. há cerca de três anos, pelo menos, num vaso da varanda fui descobrir algo maravilhoso. nunca tinha visto nada assim. este ano regressou mas escolheu outro vaso para construir um abrigo. (não sei se será a mesma abelha!) para começar fui encontrar terra no chão. não era coisa dos gatos cá de casa mas de um ser mais pequenino, tal era o montinho de terra. de baixo da pedra encontrei um ninho de folhas. ela entra e sai a fazer marcha atrás arrastando com as patinhas a terra que vai caindo no chão. o tal montinho de terra que me suscitou curiosidade. depois lá vem ela de novo com folhinhas enroladas nas patas e enfia-as no buraco, nesta arquitectura perfeita. tão bom poder assistir à NATUREZA, à sua arte e perfeição. e assistindo a coisas como estas nos inspiramos para novas criações

[ainda cá por casa, uma espécie de vespa, que pelo quinto ano, vem fazer ninho dentro de um armário no fresco da cozinha. casulos de terra que também já fotografei]

27 junho 2016

transformar...



 entre 1992 e 1993, andava eu no 7º ou 8º ano, e porque adorava as calças de uma colega de turma, e como não tinha dinheiro para comprar umas calças de marca iguais, com a ajuda da mãe usei as agulhas e explorando a criatividade transformei as minhas calças. todos a elogiaram e queriam ter umas iguais. 

imaginava eu, que ao final deste anos, mais de 20 anos depois, as ia encontrar no sótão e as ia voltar a vestir!!!! serviram na perfeição!!! 

pois é, cá em casa sempre foi normal fazermos as próprias coisas. [assim também nasciam bonecas!] sempre tive este desejo, quase visceral, de personalizar tudo... às vezes até em exagero! 

porque era, e continua a ser, uma sensação extraordinária poder criar, passados estes anos, há objectos que felizmente guardei. não passam de objectos eu sei, mas são como bilhetes de viagem, porque nos ajudam a recordar o passado, nos fazem perceber o presente, e dão-nos a certeza que o nosso futuro vai continuar a manter os valores e os gestos que herdamos das pessoas que fazem parte da nossa vida e da nossa história. 

porque continua a fazer sentido guardar os trapinhos, como também já a avó fazia. sou tão antiquada!!!!

21 junho 2016

piquenique à sombra de um Carvalho com 500 anos...


 para começar bem o dia, acordar bem cedo, para preparar uma merenda deliciosa para um belíssimo piquenique (prometido há tanto tempo!). à sombra de uma belíssima Árvore, um Carvalho com 500 anos, com tantas histórias nos teria para contar, estendemos a toalha e sobre ela colocamos todas as iguarias preparadas. éramos três. eu, a boneca inês e a fernanda. juntas de novo mas à sombra de um Carvalho. da última vez estivemos as três na Olaria, para a inês experimentar pôr as mãos no barro e criar algo para uma janela especial da cidade. desta vez descobrimos que a inês é também uma excelente almofada!

31 maio 2016

M A I O. um ano I dez meses I trezentos e sessenta e seis dias


como está a caminho um novo mês... e porque iniciei estas partilhas este ano... é bom ilustra este mês de maio com alguns dos momentos que o ajudam a pintar, porque ele está prestes a despedir-se de nós e até pra o ano.

25 maio 2016

as AzEitOnAs XXL estão a chegar


 entre outros projectos e parcerias, ando a preparar estas AzEitOnAs XXL. vocês vão resistir ao seu encanto?! há alguns meses atrás já foram aceites algumas encomendas. por isso algumas casas já as têm encostadas no sofá da sala ou junto à cabeceira da cama. e se as habituais AzEitOnAs já convidavam a um abraço, estas são bem boas para abraçar bem forte.

[aceito encomendas por mensagem privada. obrigada]

15 maio 2016

[ one story at the window]

 

 por estes dias, nesta primeira fase, lancei novos convites a diversos artistas e criadores. os convites vão continuar a seguir caminho. fez apenas alguns dias e alguns já abraçaram o meu convite para abraçar com enorme entusiasmo este projecto Janela Adentro [uma História à Janela]. tão bom. só me posso sentir feliz quando conheço alguns dos olhares atentos ao que fazemos, que reconhecem o nosso esforço e dedicação, que vêm o verdadeiro significado desta J A N E L A . muito Obrigada.

 as pessoas fazem realmente os lugares e juntos, nesta janela da cidade, também podemos fazer Sonhar.

22 abril 2016

de pernas para ar... o mesmo, de outra forma


eu e os têxteis. na descoberta da minha linguagem com os tecidos exploro novas perspectivas e sensações. working in progress. explorando e criando. confusos?

iniciei o ano com novos projectos. dar forma e movimento a novas linguagens plásticas. iniciei o ano, alimentando ainda os desejos acrobáticos que desde pequenita me desafiaram a habilidades muitas vezes pouco consciente de tantas realidades possíveis. nascemos com tantas possibilidades de sermos. umas dão lugar a outras. outras surgem sem percebermos exactamente quando surgiram pela primeira vez. e a vida vai-nos dando as possibilidades possíveis para as re-descobrirmos, porque sempre existiram, ainda que às vezes difusas ou escondidas. eu voltei a desafiar os meus desejos acrobáticos e exploro uma forma de linguagem com os tecidos.

como o processo criativo é fascinante. e há quem ache que das muitas vezes que parecemos imóveis não estamos a criar. quantas vezes viajamos sem sair do lugar. quantas vezes, a nossa mente e o nosso corpo, se movem sem sair do lugar, sem em nenhum único gesto se manifestar. o processo criativo é muito mais do que se vê, ele se sente, ele existe mesmo antes de ganhar forma e se manifestar no mundo em que todos conseguem percepcionar. as imagens das possibilidades reais manifestam-se mesmo antes de existirem, se o existir acontece apenas quando a percepcionamos e aceitamos como tal.

 o processo criativo mostra-nos tantas possibilidades possíveis. às vezes o difícil é escolher. acredito que muitas escolhas no processo criativo tornam-se naturais, como se elas se afirmassem por si só, nós só as ajudamos a manifestar-se.

21 abril 2016

GUARDA a chuva


 G U A R D A a chuva. gosto do verbo guardar. o quanto, para mim, assume o seu sentido de preservar, de cuidar, de proteger... 

eu guardo muitas coisas. mas não tenho gavetas e armários cheios de tudo. não tenho a casa cheia de tudo sem sentido. tenho a casa cheia de tudo o que faz sentido. uma casa em transformação. onde circula o improviso. o deslumbramento de tudo o que é novo. a transformação de tudo o que é velho. não é uma casa perdida em objectos e espaços cheios de tudo. cada pedaço de tudo tem o seu lugar certo. a sua razão de existir. 

guardo memórias. mas não fico pressa ao passado. gosto de lembrar o passado para compreender o futuro. gosto de recordar esses momentos, essas experiências, a importância das pessoas na nossa vida e na construção de quem somos. 

gosto de cuidar do que amo. amo tantas formas diferentes. de tantas formas diferentes. 

gosto de cuidar do que é belo. gosto de cuidar de todas as formas que despertam, de tantas formas diferentes que às vezes não sabemos explicar o porquê. mas gosto de guardar tudo o quanto guarda em si o significado maior para cuidar. tantas imperfeições perfeitas são tesouros para preservar. e se para guardar às vezes significa sentirmo-nos de pernas para o ar... também é bom olharmos de outra perspectiva... e assim descobrimos um mundo novo


[desvaneios meus]

07 abril 2016

uma mala em L I S B O A


 uma mala recheada de AzEitOnAs e outras criações viajou comigo por estes dias até Lisboa. mal chegar, já começaram a conquistar sorrisos. e a mala despertou também alguns olhares curiosos.
 regressei ao Norte com uma vontade imensa em continuar a trabalhar nos novos projectos. outras viagens poderão levar as minhas criações mais além. eu alimento, cada dia, esse desejo. por agora esta mala ficou por Lisboa, num lugar especial.


31 março 2016

M A R Ç O. um ano I doze meses I trezentos e sessenta e seis dias


 voar. na terra como no ar. com pequenos pormenores ilustro o mês de março. gosto tanto de assear na praia antes da chegada da primavera. e por lá encontrei um tapete de seixos trazidos pelo mar. entre tantos encontrei alguns muito especiais, esculpidos e pintados pela natureza. assim encontro pequenos tesouros.
 voar. na terra como no mar.