21 junho 2016

piquenique à sombra de um Carvalho com 500 anos...


 para começar bem o dia, acordar bem cedo, para preparar uma merenda deliciosa para um belíssimo piquenique (prometido há tanto tempo!). à sombra de uma belíssima Árvore, um Carvalho com 500 anos, com tantas histórias nos teria para contar, estendemos a toalha e sobre ela colocamos todas as iguarias preparadas. éramos três. eu, a boneca inês e a fernanda. juntas de novo mas à sombra de um Carvalho. da última vez estivemos as três na Olaria, para a inês experimentar pôr as mãos no barro e criar algo para uma janela especial da cidade. desta vez descobrimos que a inês é também uma excelente almofada!

31 maio 2016

M A I O. um ano I dez meses I trezentos e sessenta e seis dias


como está a caminho um novo mês... e porque iniciei estas partilhas este ano... é bom ilustra este mês de maio com alguns dos momentos que o ajudam a pintar, porque ele está prestes a despedir-se de nós e até pra o ano.

25 maio 2016

as AzEitOnAs XXL estão a chegar


 entre outros projectos e parcerias, ando a preparar estas AzEitOnAs XXL. vocês vão resistir ao seu encanto?! há alguns meses atrás já foram aceites algumas encomendas. por isso algumas casas já as têm encostadas no sofá da sala ou junto à cabeceira da cama. e se as habituais AzEitOnAs já convidavam a um abraço, estas são bem boas para abraçar bem forte.

[aceito encomendas por mensagem privada. obrigada]

15 maio 2016

[ one story at the window]

 

 por estes dias, nesta primeira fase, lancei novos convites a diversos artistas e criadores. os convites vão continuar a seguir caminho. fez apenas alguns dias e alguns já abraçaram o meu convite para abraçar com enorme entusiasmo este projecto Janela Adentro [uma História à Janela]. tão bom. só me posso sentir feliz quando conheço alguns dos olhares atentos ao que fazemos, que reconhecem o nosso esforço e dedicação, que vêm o verdadeiro significado desta J A N E L A . muito Obrigada.

 as pessoas fazem realmente os lugares e juntos, nesta janela da cidade, também podemos fazer Sonhar.

22 abril 2016

de pernas para ar... o mesmo, de outra forma


eu e os têxteis. na descoberta da minha linguagem com os tecidos exploro novas perspectivas e sensações. working in progress. explorando e criando. confusos?

iniciei o ano com novos projectos. dar forma e movimento a novas linguagens plásticas. iniciei o ano, alimentando ainda os desejos acrobáticos que desde pequenita me desafiaram a habilidades muitas vezes pouco consciente de tantas realidades possíveis. nascemos com tantas possibilidades de sermos. umas dão lugar a outras. outras surgem sem percebermos exactamente quando surgiram pela primeira vez. e a vida vai-nos dando as possibilidades possíveis para as re-descobrirmos, porque sempre existiram, ainda que às vezes difusas ou escondidas. eu voltei a desafiar os meus desejos acrobáticos e exploro uma forma de linguagem com os tecidos.

como o processo criativo é fascinante. e há quem ache que das muitas vezes que parecemos imóveis não estamos a criar. quantas vezes viajamos sem sair do lugar. quantas vezes, a nossa mente e o nosso corpo, se movem sem sair do lugar, sem em nenhum único gesto se manifestar. o processo criativo é muito mais do que se vê, ele se sente, ele existe mesmo antes de ganhar forma e se manifestar no mundo em que todos conseguem percepcionar. as imagens das possibilidades reais manifestam-se mesmo antes de existirem, se o existir acontece apenas quando a percepcionamos e aceitamos como tal.

 o processo criativo mostra-nos tantas possibilidades possíveis. às vezes o difícil é escolher. acredito que muitas escolhas no processo criativo tornam-se naturais, como se elas se afirmassem por si só, nós só as ajudamos a manifestar-se.

21 abril 2016

GUARDA a chuva


 G U A R D A a chuva. gosto do verbo guardar. o quanto, para mim, assume o seu sentido de preservar, de cuidar, de proteger... 

eu guardo muitas coisas. mas não tenho gavetas e armários cheios de tudo. não tenho a casa cheia de tudo sem sentido. tenho a casa cheia de tudo o que faz sentido. uma casa em transformação. onde circula o improviso. o deslumbramento de tudo o que é novo. a transformação de tudo o que é velho. não é uma casa perdida em objectos e espaços cheios de tudo. cada pedaço de tudo tem o seu lugar certo. a sua razão de existir. 

guardo memórias. mas não fico pressa ao passado. gosto de lembrar o passado para compreender o futuro. gosto de recordar esses momentos, essas experiências, a importância das pessoas na nossa vida e na construção de quem somos. 

gosto de cuidar do que amo. amo tantas formas diferentes. de tantas formas diferentes. 

gosto de cuidar do que é belo. gosto de cuidar de todas as formas que despertam, de tantas formas diferentes que às vezes não sabemos explicar o porquê. mas gosto de guardar tudo o quanto guarda em si o significado maior para cuidar. tantas imperfeições perfeitas são tesouros para preservar. e se para guardar às vezes significa sentirmo-nos de pernas para o ar... também é bom olharmos de outra perspectiva... e assim descobrimos um mundo novo


[desvaneios meus]

07 abril 2016

uma mala em L I S B O A


 uma mala recheada de AzEitOnAs e outras criações viajou comigo por estes dias até Lisboa. mal chegar, já começaram a conquistar sorrisos. e a mala despertou também alguns olhares curiosos.
 regressei ao Norte com uma vontade imensa em continuar a trabalhar nos novos projectos. outras viagens poderão levar as minhas criações mais além. eu alimento, cada dia, esse desejo. por agora esta mala ficou por Lisboa, num lugar especial.


31 março 2016

M A R Ç O. um ano I doze meses I trezentos e sessenta e seis dias


 voar. na terra como no ar. com pequenos pormenores ilustro o mês de março. gosto tanto de assear na praia antes da chegada da primavera. e por lá encontrei um tapete de seixos trazidos pelo mar. entre tantos encontrei alguns muito especiais, esculpidos e pintados pela natureza. assim encontro pequenos tesouros.
 voar. na terra como no mar.

31 janeiro 2016

J A N E I R O . um ano I doze meses I trezentos e sessenta e seis dias


tantos momentos partilhados no meu doce mês de Janeiro. 

poderia seleccionar diversos apontamentos. é sempre tão difícil escolher apenas alguns, de tantos outros. 

um guarda-chuva abandonado no caixote do lixo porque o vento o quebrou. com aquelas pintas vermelhas não o poderia deixar lá abandonado. regressei ao estúdio para o deixar. noutro dia olhei-o de novo e retirei, sem rasgar, o tecido impermeável tão sarapintado. não sei o que farei com ele mas estou certa que vai transformar com alegria o quer que decidir criar. 

uns sapatos vermelhos em tecido. as palavras escritas a giz no chão, "Que desejos tens?". uma mala de cartão de viagem, que poderá guardar tantos segredos. neste novo ano tenho muitos desejos para concretizar. os sapatos vermelhos lembram tantas vezes os sapatos de verniz que pedi, quando menina, para a mãe comprar. nunca os tive. pelos menos vermelhos. tive uns sapatos de verniz mas eram pretos. combinavam com quase tudo. mas o desejo sempre foi ter uns vermelhos. 

a minha querida AzEitOna olhou-me muitas vezes com aquele olhar mágico. esteve doente e tive tanto medo de a perder. se ia imaginar que um dia, a olhar para ela, ia decidir fazer gatos em tecido. assim nasceram as AzEitOnAs. gatos de silhueta negra e que viriam a conquistar muitos sorrisos com o seu olhar atento e misterioso. agora também tenho um Matias. qualquer dia tenho de criar um gato de silhueta negra mas com uma pinta branca no pescoço. saberia lá eu que um dia ia encontrar semelhanças na silhueta dos gatos que crio em tecido com a silhueta dos gatos que desenhava quando tinha cinco anos. quando reencontrei os meus desenhos de miúda no sótão, descobri os gatos que desenhava. quase tive vontade de chorar por ver ali, naquelas folhas de papel, os gatos que hoje ganham forma com os tecidos. afinal esses desenhos mantiveram-se vivos e escondidos na minha memória mas se não tivesse encontrado esses desenhos nunca teria sentido a alegria desta descoberta.

o meu doce mês de Janeiro. ano após ano, começo o ano com o mês em que celebro mais um ano. este ano celebrei 36. nasci em casa e entre os amigos sempre acharam estranho escutar que tinha nascido em casa. aliás, nasci na casa da avó. foi a avó que proporcionou esse momento em casa e me ajudou a nascer. 

a todos os amigos que comigo partilharam momentos tão especiais durante este mês, um grande abraço. e se nos últimos tempos tenho seleccionado diversos momentos com os amigos e que estão hoje registados em fotografias, o livro-objecto "Linhas da Amizade" que estou a conceber vai transformar-se num objectivo mágico, numa espécie de bilhete de viagem porque nele vão habitar diversos lugares, diversas emoções, diversos amigos que dão ainda mais sentido à minha vida. 

e antes da chegada do ano que virá a seguir, ainda temos tantos outros meses para aproveitar. 
olhando tudo que nos envolve e habita vivemos mais um dia. 

28 dezembro 2015

abrir os braços a 2016...


para legendar esta imagem, nesse dia escrevi: "as asas dos meus desejos".
para ilustrar um último post, do ainda existente 2015, partilho este momento nesse dia eternizado pelos olhos dele. a dias de abrir os braços a um novo ano, revejo os desejos que fui rabiscando em folhas de papel e todos aqueles que vivem aqui dentro e que nem sempre ganham forma pelas palavras ou pelas linhas desenhadas. neste novo ano, vou mergulhar num processo criativo intenso e pessoal. desejo continuar a materializar quem sou através de todos os gestos artísticos que entender como forma de linguagem.

24 dezembro 2015

* Noite Feliz *


a história desta imagem. uma cliente, que entretanto com os anos se tornou uma amiga, uma vez, faz já alguns anos, enviou-me uma fotografia divertida. com algumas das criações Dedal no Dedo que foi adquirindo, criou, com uma família de azeitonas e um anjo, o seu presépio em casa. um presépio original e bem divertido. nem eu me teria lembrado de tal coisa e diverti-me imenso quando recebi esta fotografia. este ano, reencontrei-a e resolvi preparar este postal de Natal para os amigos. com ele "Desejo a todos uma noite salpicada de afectos..."

19 dezembro 2015

INAUGURAÇÃO I instalação à janela. Mãos-Árvore


Para celebrar dez anos do meu projecto Dedal no Dedo - Design e Criação de Personagens de Pano, tenho até dia 6 de Janeiro, esta Instalação à janela. Mãos-Árvore I semeando a terra em mim, espreita nas janelas do meu estúdio em Braga. Esta nova instalação à janela, foi inaugurada com um momento musical, proporcionado pela Escola de JAZZ de Braga, com Marco Fernandes, Richard Okkerse e Gabriela Braga Simões. 

Um momento musical ao vivo e que abraçou este lugar com um toque especial junto com todos os que vieram ao nosso encontro, neste lugar, para celebrar arte. A todos os que foram aparecendo durante o dia, porque foi dia de ATELIER aberto, aos que se juntaram ainda neste momento para inaugurar também a Exposição Calendário do Advento, aqui fica um grande Abraço. 


17 dezembro 2015

na minha Árvore do Advento habitam tantas histórias


além da montagem da instalação à janela "Mãos-Árvore / semeando a terra em mim", aqui no meu estúdio, outros recantos deste lugar vão ser habitados pela Exposição Calendário do Advento. esta é outra surpresa que estou a preparar na Janela Adentro. este ano teríamos à janela, a 5ª edição do Calendário do Advento - 24 histórias à janela para saborear com canela, mas desde o dia 1 de dezembro que não o vemos luminoso e sorridente, como nos habituamos a ver, espreitando através desta janela. no entanto, e porque este lugar desejava muito voltar a sentir magia, decidi realizar esta Exposição com alguns dos artefactos que os artistas convidados criaram para habitar este Calendário. são obras diversas com histórias diversas e que fomos conhecendo, ao longo destas edições. de todas as fotografias que fui tirando escolhi apenas 24 imagens de alguns desses artefactos. será que te vais lembrar de todos eles?

inauguração. 19 de Dezembro / 16h com um momento musical proporcionado pela Escola de Música de Jazz

15 dezembro 2015

MONTAGEM I as minhas mãos-árvore à janela


 dia 19 de dezembro, inauguro a instalação à janela intitulada Mãos-Árvore / semeando a terra em mim. por estes dias continuo em montagens. sobe e desce o escadote para colocar as Mãos com vista para esta rua da cidade. 

11 dezembro 2015

ATELIER aberto >> 19 de dezembro I BRAGA

 a contagem já começou. dia 19 de dezembro, escada acima chegas a este lugar. um dia diferente onde poderás conhecer o espaço que existe por detrás destas janelas da cidade. o espaço onde continuo a desenvolver o meu trabalho artístico. dia 19 de dezembro é dia de Atelier Aberto. das 10h às 19h estarei por lá para receber todos os que vierem visitar este lugar. e no mesmo dia, no mesmo lugar, vamos inaugurar a Instalação à janela, "Mãos-Árvore I semeando a terra em mim", com um momento musical proporcionado pela Escola de JAZZ de Braga

04 dezembro 2015

luz versus sombra I simetrias



 passeando pelo Parque de Serralves olhei o céu. encontrei-me nas linhas desenhadas pelas árvores e num sentimento fantástico abracei o sentido maior que naquele instante as minhas Mãos-Árvore adquiriram. sincronizações perfeitas acontecem e somos invadidos pelo sentimento de felicidade.

 "Mãos-Árvore / semeando a terra em mim", é a instalação que estou a preparar para apresentar na JanelaAdEntrO [uma história à janela], no próximo dia 19 de dezembro, pelas 16h. assim sendo, em breve irão perceber o significado maior deste momento.

 e num belo dia de sol, numa tarde de Outono, a luz brinca com as silhuetas que desenha na superfície dos objectos. nas paredes e no chão as sombras deixam adivinhar essa realidade que existe.