16 junho 2006

Perna Longa, são personagens de trapos confeccionadas com muito amor e ternura. Nas primeiras personagens, recorri com frequência ao velho baú do sótão, onde fui guardando alguns tecidos e galões que discretamente tirava das caixas de costura da mamã ou então retalhos dos figurinos confeccionados para o teatro. Hoje, quando saio de casa com o saco e o porta moedas debaixo do braço, perco frequentemente a cabeça. É natural pensar que nos dias em que faço telintar o sininho da porta daquela velha retrosaria, o meu olhar se perde pelas inúmeras caixas de botões, nas gavetas cheias de galões coloridos, com os rolos de tecidos encostados nas prateleiras, com as missangas coloridas, com tantos materiais expostos e com os quais começo a imaginar de imediato novas personagens...

14 junho 2006


No dia em que decidi visitar a canarinho despenteado à Holanda, decidi criar também um pequeno companheiro de viagem para mim. Desde esse dia, nunca mais fui capaz de me separar dele. Chamei-lhe Yuri. Confesso que por vezes ao olhar para alguns dos personagens que acabo de criar, sinto que não vou ser capaz de me separar deles. Existe qualquer coisa no seu olhar, na sua forma que comunica imediatamente comigo. Neste momento, tenho cerca de 25 personagens Perna Longa, das quais não sou capaz de me separar.

A primeira personagem de trapos, nasceu em 2004, quando resolvi criar um companheiro de viagem para acompanhar a canarinho despenteado na sua jornada à Holanda, ao abrigo do projecto Erasmus. Simbolicamente, sentia que naquela boneca de trapos, uma parte de mim estaria sempre com ela. No instante em que olhei para aquela criatura, com um toque de ternura no olhar, não fui capaz de lhe dar um nome. Chamaria-lhe mais tarde, Perna Longa. Contudo, este projecto foi ganhando forma sobretudo porque os amigos sugeriram que deveria pensar em continuar a criar mais personagens do género.

As formas exploradas na confecção destas personagens, nascem espontaneamente no instante em que a agulha dança sobre a superfície de um tecido. Contudo, não posso negar a inevitável inspiração da atmosfera mágica dos contos que alimentaram a minha infância, assim como a atmosfera mágica que absorvi aquando da minha jornada na Noruega, em 2003, ao abrigo do projecto Erasmus e onde aproveitei para desenvolver uma pesquisa sobre os seres mágicos que sobrevivem nas Lendas dos Países Nórdicos.
Assim, a Fantasia, a Imaginação, a Intuição, o Mistério e o Sonho são todos eles ingredientes essenciais para a criação destas personagens de trapos.
Desde então já criei 154 Perna Longa. Cada personagem encontra-se respectivamente identificada e assinada.

04 junho 2006

onde vivem algumas das pErnA lOngA...


[se uma encanta, duas encantam muito mais. se duas encantam. três encantam muito mais... parece que um deles passou a chamar-se Rei Artur, outra é a Raquel, a terceira continua sem nome!]

17 fevereiro 2006

novos mAtEriAis sObrE a mEsA...


tenho passados os últimos dias rodeadas de novos materiais, na tentativa de criar novos personagens. estes novos amigos, surgem assim do interesse de dar uma nova utilidade a desperdícios têxteis. se reflectirmos sobre estas questões, podemos sem dúvida usando a criatividade e a imaginação, olhar para estas matérias como ponto de partida para a criação de novos produtos, igualmente apaixonantes.

19 janeiro 2006

exposição Pintura/Instalação


Até dia 25 de Janeiro de 2006, na Casa dos Crivos em Braga, está patente a minha Exposição de Pintura/Instalação. No segundo andar, está presente uma mostra significativa das personagens de trapos – Perna Longa, assim como ilustrações alusivas à criação das mesmas.

17 janeiro 2006

um mUndO dE fAntAsiA...

Mundo Mágico da Fantasia transporta-nos para ambientes habitados por diversas personagens que alimentam o nosso imaginário e despertam os nossos sentidos. Perna Longa, pertence a este universo, e por si só, comunica quase de imediato com o pensamento mágico, que sendo natural nas crianças, não deixa de ser fascinante aos olhos dos mais crescidos.
Perna Longa, são personagens de trapos confeccionadas com muito amor e ternura. Nas primeiras personagens, recorri com frequência ao velho baú do sótão, onde fui guardando alguns tecidos e galões que discretamente tirava das caixas de costura da mamã ou então retalhos dos figurinos confeccionados para o teatro. Hoje, quando saio de casa com o saco e o porta moedas debaixo do braço, perco frequentemente a cabeça. É natural pensar que nos dias em que faço telintar o sininho da porta daquela velha retrosaria, o meu olhar se perde pelas inúmeras caixas de botões, nas gavetas cheias de galões coloridos, com os rolos de tecidos encostados nas prateleiras, com as missangas coloridas, com tantos materiais expostos e com os quais começo a imaginar de imediato novas personagens...

brincAdEirAs em criAnçA...

Em criança, muitas brincadeiras de aventura e descoberta surgiram na cumplicidade com uma velha máquina de costura, a Oliva. Sempre me fascinei com a possibilidade de criar as roupagens para as minhas próprias bonecas. O simples gesto criativo e a paixão pela exploração de formas através do manuseamento de diversos materiais, continuam a fazer parte integrante de alguns dos meus trabalhos.