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27 junho 2016

transformar...



 entre 1992 e 1993, andava eu no 7º ou 8º ano, e porque adorava as calças de uma colega de turma, e como não tinha dinheiro para comprar umas calças de marca iguais, com a ajuda da mãe usei as agulhas e explorando a criatividade transformei as minhas calças. todos a elogiaram e queriam ter umas iguais. 

imaginava eu, que ao final deste anos, mais de 20 anos depois, as ia encontrar no sótão e as ia voltar a vestir!!!! serviram na perfeição!!! 

pois é, cá em casa sempre foi normal fazermos as próprias coisas. [assim também nasciam bonecas!] sempre tive este desejo, quase visceral, de personalizar tudo... às vezes até em exagero! 

porque era, e continua a ser, uma sensação extraordinária poder criar, passados estes anos, há objectos que felizmente guardei. não passam de objectos eu sei, mas são como bilhetes de viagem, porque nos ajudam a recordar o passado, nos fazem perceber o presente, e dão-nos a certeza que o nosso futuro vai continuar a manter os valores e os gestos que herdamos das pessoas que fazem parte da nossa vida e da nossa história. 

porque continua a fazer sentido guardar os trapinhos, como também já a avó fazia. sou tão antiquada!!!!

03 maio 2015

quando era pequenina...


 quando era pequenina já gostava de gatinhos e este foi o primeiro. mas se esta amizade com os gatos iniciou-se bem cedo, ela estendia-se também a tantos outros bichanos. na casa dos avós eram os cães, os coelhos, as galinhas, os caracóis no jardim e tantos outros insectos simpáticos. e outros bichanos se cruzaram comigo ao longo dos tempos. cedo percebi o respeito e o amor por eles. cresci e continuo a alimentar esse sentimento de respeito e a amor pelos bichos.

05 novembro 2014

na casa vazia da avó...


 quando regressamos aos lugares onde as pessoas existiram um dia percebemos que elas permanecem vivas nas memórias dos lugares e dos objectos. por isso procuro resgatar alguns objectos e continuo a cuidar deles. fazem parte de mim de formas que nem todos são capazes de entender.

 antes de vir embora da casa vazia da avó e antes de fechar a persiana despertei de novo o olhar com este tapete. já vi projectos de tapetes e paredes que ao serem esborrifadas de água criam pequenos jardins. a natureza cria todas as possibilidades, nós recriamos apenas aquilo que às vezes somos capazes de ver através dela. aqui fica este belíssimo apontamento para lembrar do dia em que muitos recordaram aqueles que já partiram.

 deixei o tapete no mesmo lugar onde o fui encontrar desta forma, em simbiose perfeita com o elemento natural, e espero re-descobrir nele a magia na próxima visita à casa da avó e que afinal continua viva.

01 julho 2013

Feira à Moda Antiga I AMARANTE


 aconteceu este fim de semana em Amarante a segunda Feira à Moda Antiga. uma iniciativa do comercio tradicional e de tantos outros rostos da comunidade que abraçam esta iniciativa. um momento do antigamente que é recriado na cidade e que chama cada vez mais gentes de terras vizinhas e surpreende alguns visitantes internacionais. objectos que encantam pelas tantas histórias que nos poderiam contar... à porta dos estabelecimentos, na praça, nas ruelas, nas janelas, nas portas, nas montras... tantos e tão bonitos. alguns rostos chegam a dar voz a estes objectos pelas histórias que contam.... tantas as memórias partilhadas. andei pelas ruas a fazer alguns apontamentos. o entusiasmo, a música era partilhada por todos e de vez em quando tinha de me desviar porque lá vinham as bicicletas a todo o vapor rua adentro... tudo aconteceu como noutros tempos, pouco habitual nos tempos de hoje. 

01 junho 2013

dia mundial da criança...



 por estes dias reencontrei este apontamento. uma pintura a guache criada nos meus felizes sete anos. olho sempre maravilhada para os desenhos que criei noutros tempos. fico igualmente contente porque o tempo não se perdeu nestes apontamentos fantásticos que sempre que desejo posso voltar a lembrar. e porque por estes dias a chuva visitou-nos por aqui quando olhei esta pintura senti um forte desejo de a partilhar. é verdade que os dias de sol voltaram e hoje está particularmente brilhante mas resolvi aguardar pelo dia de hoje para fazer esta pequena partilha... porque este apontamento nascido das mãos de uma criança, abraça uma simples e luminosa emoção que deve ser partilhada... a alegria de um simples dia de chuva. feliz dia mundial da criança...

28 outubro 2012

a mercearia da cidade...


o meu encantamento por esta mercearia remonta aos tempos em que entrava com a mãe para levar para casa pequenas coisas que faltavam por lá. o pai também foi lá comprar corda de sisal algumas vezes e lembro-me de uma vez que entrei com algumas moedinhas na mão para comprar um frasco de vinagre que faltava para a tia temperar a salada do almoço. sempre gostei de ver as vassourinhas penduradas à porta. os novelos e tantos outros objectos pendurados no tecto. os sacos de feijão. as batatas e as cebolas nos caixotes. as barras de sabão rosa no balcão, mesmo ao lado da balança. as prateleiras, daquele mobiliário fantástico, recheadas de produtos portugueses e ao balcão o senhor josé. sempre pronto para receber os seus clientes. por vezes com um sorriso escondido em alguma timidez. conheço desde sempre esta mercearia e hoje continuo a passar, quase todos os dias, bem perto dela e sorrio.

em tempos já havia feito alguns apontamentos deste espaço no sentido de ajudar, um dia, a lembrar como era. felizmente que todos nós ainda podemos continuar a lá entrar. ela existe no mesmo lugar de sempre. talvez estes apontamentos ajudem noutro dia [muito mais adiante espero] a ilustrar esta memória aos filhos, aos sobrinhos ou aos netos.

hoje descobrimos projectos que ajudam a manter viva essa memória da cidade. foi o que aconteceu no passado dia 25 de outubro no teatro circo. o documentário Singular Comum que nos falou de alguns destes espaços da nossa cidade de braga. mas são espaços que podem ser daqui de perto, bem perto mas que existem também na tua cidade. são memórias comuns. as nossas memórias.

o meu encantamento por esta mercearia é aqui partilhado com todos aqueles que também são capazes de sorrir com estes pequenos tesouros de que são feitas as nossas cidades.

22 março 2012

o berço de verga com que brinquei...


como da história de pedro & inÊs são agora trÊs, ando nos preparativos para fazer esta anunciação na janelaAdEntrO. "resgatei" do sotão vários brinquedos que fizeram parte da minha infância. com eles brinquei. com eles sonhei um dia. com eles viajo hoje nas felizes memórias de ser criança. hoje levei para o atelier este berço com que brinquei com as minhas bonecas. fotografei. este berço já havia sido "restaurado" pela minha mãe há alguns anos atrás. hoje chegou a minha vez de lhe restituir a mesma magia que outrora encantou um pequeno sorriso. o meu, no momento em que o recebi pelas mãos dos meus pais este belíssimo presente. estes tecidos, que muitas memórias me trazem, vão ser lavados e guardados. quero fazer algo especial com eles um dia. e este berço de verga, comprado há quase 27 anos, nos cesteiros, na rua de são marcos em braga (casa esta que infelizmente já fechou há alguns anos atrás também), continua a existir para falar de memórias. *

20 fevereiro 2012

a minha primeira máquina de costura...


as primeiras aventuras com uma máquina de costura foram ao pedal deste brinquedo que costurava à velocidade de duas pilhas azuis tudor. nela, fiz as primeiras roupas para as minhas bonecas. há meses atrás, aventurei-me no sótão procurando alguns dos meus brinquedos e descobri-os quase todos bem guardados numa enorme arca. alguns ainda nas suas caixas... como era cuidadosa com os meus pequenos tesouros. (coisa estranha para a idade, dizem hoje alguns amigos!) descobri-os com o mesmo sorriso pintado no rosto de quando brincava com eles. e ter hoje consciência que esta máquina de costura azul foi importante nessas brincadeiras... a ela seguiu-se mais tarde (não muito mais tarde!) a oliva com quem ainda hoje continuo a percorrer quilómetros de linha, quilómetros de entusiasmo, quilómetros de criações... de um universo que vai ganhando forma com as minhas perasonagens de pano contadoras de estórias. outros brinquedos serão um dia também aqui partilhados. hoje, não resisti em deixar este apontamento! *


11 janeiro 2012

a casa do coração...




esta caixa de música embalou-me muitos dias e muitas noites quando era eu pequenina. hoje, continua a habitar a minha casa. a casa do coração... *

09 janeiro 2012

lá...rá...lá...lá...lááááá!...


novo ano, novos projectos sobre a mesa... no momento certo tudo será revelado! não, não vou começar a cantar... para já só no chuveiro! ... e a música continua presente... desde sempre! * 

03 novembro 2011

será que com tanta cantoria espantaram o sol?


esta peça tem tantos anos quantos nem eu posso lembrar. sempre que chegávamos a casa da avó lá corríamos até ao quarto da tia para ver os passarinhos que cantavam. e anos se seguiram. eram três. mas um deles, parece que decidiu deixar o trio e voar noutra direcção. por onde andará ele agora? estes, também deixaram de estar em cima da cómoda no quarto da tia. hoje, são uma lembrança presente ao cuidado da minha irmã. e porque hoje os olhei como quando era criança fizeram, há minutos atrás, parte de um momento que abraçou também outra memória... os deliciosos guarda-chuvas de chocolate. como nos aconchega saber que as coisas que um dia fizeram parte das nossas vidas não nos foram tiradas ainda. continuam a existir para nos lembrar o quanto sabe bem recordar. e assim nos continuam a encantar!


[também não escolhi esta cantinho da varanda por mero acaso. esta planta também me trás muitas memórias. em certa altura do ano dá umas flores de cera belíssimas. tão delicadas. porque esta planta também habita as memórias da casa da avó. existiam na entrada da estufa para dar as boas vinda àquele lugar]

o sabor da magia de um guarda-chuva de chocolate...


há dias saí de casa destemida a encontrar na cidade pelo menos um guarda-chuva de chocolate para mim. nesse instante ia lembrar a alegria sentida no rosto sempre que recebia um chocolate com a forma de guarda-chuva. este guarda-chuva vive na memória de muitos de nós. e porque eles continuam a existir há que reencontrar essa magia. e eu senti o entusiasmo por encontrá-los hoje numa das antigas mercearias da cidade. entrei. a porta estava entre aberta para "afastar" o vento mas o espaço iluminou-se com o sorriso de alguém que recebia provavelmente o primeiro cliente do dia. era cedo ainda. aliás muito cedo. mas a cidade já acordava com as lojas que abriam e as pessoas que chegavam para trabalhar. eu tinha acabado de tomar o meu delicioso pequeno almoço e antes que me voltasse a esquecer sai para a rua de guarda-chuva na mão. segui pelos passeios da cidade na descoberta de outro guarda-chuva. mas de chocolate. e descobri-os por fim numa vitrine. comprar um simples guarda-chuva de chocolate trouxe uma simpática conversa com o senhor da mercearia. embora com chuva foi a melhor forma de começar o dia. e prometi voltar para ir buscar mais uns guarda-chuvas de chocolate. "volte sim menina." disse com ar simpático. "mas traga o sol consigo!" sorrindo. ficou prometido. senti-me de novo como uma criança.

21 agosto 2011

a alegria de construir castelos de areia...


uma pequena pausa... coisas espalhadas sobre a cama. tecidos frescos. o protector solar. a toalha de praia. os meus lenços preferidos (porque os uso durante todo o ano, não consigo sair sem um deles). o meu bloco de apontamentos. o biquini. não esquecer o lápis de grafite. vou-me esquecer do chapéu! o ipod recheado de música (é-me tão essencial como o sangue que me corre nas veias!) a compra de um livro para ler com os pés enterrados na areia ou mergulhados na piscina. preparo a mala para uns dias de praia por terras algarvias. quando regressar ao norte lá vou mergulhar com entusiasmo nuns dias de plena criação (porque o próximo encontro de artes está para breve). olhando esta fotografia e a alegria com que construía castelos de areia na praia já vejo o entusiasmo do simples gesto de criar. neste tempo construía castelos de areia. nunca iria imaginar que hoje iria criar personagens que os pudessem habitar. 

13 junho 2011

há muitos anos... era uma vez um manjerico


esta foi tirada há muitos anos atrás! e como dizia... nestas festividades populares não pode faltar um manjerico numa casa portuguesa! fiquei encantada por ter encontrado este apontamento. olhando vejo como dantes as tendas tinham outro encanto. hoje em dia é publicidade por todo o lado a distrair os olhares de quem passa. eu fui para ajudar a escolher um doce manjerico mas olhando bem parecia mais atenta à fotografia.

12 maio 2011

diferentes apontamentos...


diferentes apontamentos. diferentes memórias espalhadas pela cómoda. e por estes dias este ramo deu um toque especial a este canto encantado. uma lembrança do dia em que se celebrou um momento especial. 

26 janeiro 2011

primeiro aniversário...



e hoje são trinta e um :D

no dia em que fiz 7 anitos...



um dia acordei com um enorme desejo, procurar memórias. resolvi procurar na arca do sótão alguns registos da escola primária. porque continuo a saber bem o que lá tenho guardado todos estes anos. são diversos os apontamentos que desejo ir partilhando aqui. para hoje escolho estes dois desenhos. a caligrafia lembra o cuidado como era também ela desenhada. nem me tinha apercebido do dia em que tinha feito estes registos. ouvi, “já reparaste na data?”. um pormenor tão doce que torna esta partilha ainda mais especial num dia como o de hoje. no dia em que fiz 7 anitos desenhei com muita cor e alegria.  nesse dia não sei se choveu. nesse dia não sei se o sol brilhou como o de hoje. hoje sei apenas que exactamente nesse dia, no dia 26 de janeiro de 1987, desenhei uma menina de amarelo a regar uma flor cor-de-rosa e um(a) menino(a) a dar migalhinhas de pão a um pato amarelo. o sorriso no rosto destas personagens é o mesmo sorriso que hoje trago comigo. este foi o meu presente.

18 janeiro 2011

composição “se eu tivesse um guarda-chuva mágico”...


a chuva voltou. o guarda-chuva daquela noite. o guarda-chuva que hoje trago comigo. o guarda-chuva que faz parte da minha instalação na exposição da casa do professor. e este guarda-chuva mágico. dos pequenos tesouros recolhidos da arca das memórias partilho esta minha composição sincronizada com uma ilustração dos tempos da escola primária [ano lectivo de 1988-1989]

29 março 2010

bOm diA Sr.Caracoll! (com 7anitos)



reencontrei uma caixa com desenhos e trabalhos meus dos tempos da escola primária. ri com algumas composições. deliciei-me com alguns desenhos. por ter sido visitada recentemente pelo sr. caracol não resisti em partilhar este pedacinho do passado. [desenho elaborado por mim no ano lectivo de 1986/1987]

17 agosto 2007

um simpático Topo Gigio...


sérgio, olha lá o que fui encontrar... lembras-te de ter tirado esta fotografia ao teu topo gigio? que ninguém julgue que as mãos do cuitadinho foram refeição de um gato preto [já reparaste na curiosidade da imagem no pc?] falando do pc, este ainda funcionava... mal eu sabia que um dia ia derreter nas minhas mãos. qualquer dia vou procurar o meu topo gigio, o vinil esse até já o ouvi no outro dia no novo aparelho da minha tia, muito me ri... tantas coisas recordei!