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25 abril 2013

respirar livremente!


 num dia de sol um passeio à montanha... poderíamos ter pensado em preparar um piquenique para o dia mas o destino era conhecer, para quem não conhecia e eu era uma delas, um pequeno tesouro gastronómico no cimo de uma montanha. destino "O Nariz do Mundo"! como iria imaginar também que de sobremesa ia saborear umas belas rabanadas mergulhadas em mel da montanha? fora de tempo?! quem o diz?... quase tudo que vem fora de tempo sabe bem. um gelado no inverno por exemplo. quem disse que saborear rabanadas sem ser no natal é fora de tempo? não poderia ter sido servida melhor sobremesa que esta depois de um belo almoço. a companhia e a boa conversa continuou passeio adentro. uma paragem aqui para uma ou outra fotografia. uma paragem além. um pequeno garrano, nascido há poucos dias que se atravessa assustado em frente ao carro. a máquina fotográfica que não saltou fora da janela a tempo de registar esse momento... mais adiante outra paragem. outro momento que fica registado. um belo passeio à montanha num belo dia de sol.

03 abril 2013

carrego um jardim na cabeça...

[O Livro do ano de Afonso Cruz, editora Alfaguara]

 é certo que o dia começou cinzento. algumas gotas de chuva que caíram no parapeito da janela logo pela manhã a desejar os bons dias... e ontem esteve um dia tão brilhante! finalmente pensei que tinha chegado a primavera... mas eis que nos volta a pregar um partida. EM ABRIL ÀGUAS MIL já diziam os antigos e este ano parece que voltaram a acertar, mas hoje acordei com um brilho particularmente especial aqui dentro. uma vontade de criar. de espalhar os materiais e comunicar com eles sobre os papéis e os tecidos. hoje sei que vai ser um dia de sol aqui dentro. hoje vão nascer ideias. hoje vou crescer mais um bocadinho. apesar do dia cinzento lá fora, como me sinto feliz aqui dentro com o "jardim enorme que levo na minha cabeça" no caminho para o atelier... pego na chave. abro a porta. entro. viajo... e mais logo à tardinha são horas de regressar a casa sorrindo. 

26 março 2013

chegou num dia de chuva...


 foi num dia de chuva que chegou finalmente a casa... como habitualmente gosto de enviar para casa um postal dos lugares por onde vou viajando. em março, depois de uns dias por espanha já aguardava desconfiada a chegada deste envelope. os dias foram passando e como a carta que enviei para casa na viagem à india nunca chegou, o mesmo já estava a contar que ia acontecer com este. afinal hoje foi dia... chegou finalmente a casa num dia de chuva. um postal comprado em segóvia. que começou a ganhar palavras em ávila. que continuou a ser escrito em salamanca e que já próximo da fronteira, em cuidad rodrigo encontra uma marco de correio de cor amarela. apesar da demora e do estado em que a encontrei no correio a boa notícia é que chegou finalmente com todo o seu conteúdo. a avaliar pelo estado do envelope o gatito preto que nela viajou não deve ter gostado muito de se sentir apertado lá dentro. foi uma sorte não ter picado pelo caminho!!! *

21 março 2013

porque as adoro de mais para as esquecer...


quando era criança e me perguntavam: "O que queres quando fores grande'", dizia com um enorme sorriso: "Quero ter árvores"... já fui plantando algumas por aí mas gostava de um dia poder ter muitas mais árvores, não apenas plantar mas poder cuidar delas todos os dias... por agora tenho uma a crescer dentro de casa! ;) e porque gosto de espreitar o céu por entre as linhas das árvores... *

05 fevereiro 2013

mergulhar na montanha olhando o céu...



 o frio que espreita lá de fora convida a caminhar por estes dias... não chove mas está muito frio. mesmo assim, mas com as mãos bem protegidas do frio, arrisco a caminhar lá fora... olhando o céu re.descubro como me ajuda a pensar e a sentir. sobre a mesa, quando regresso a casa, algumas simples folhas de papel ganham traços e manchas que dão forma a desejos e projectos que provavelmente vão ganhar novas formas por estes dias... porque o simples acto de CRIAR é para mim tão importante como respirar! *

02 fevereiro 2013

uma pinta vermelha...


 uma pinta vermelha num pulsar constante... quer viajar... quer dar-se a conhecer a outros... uma história que nasceu e vai continuar a crescer em histórias e em sonhos. "sonhos às pintas vermelhas" habitou a cidade de guimarães pela primeira vez. foi convidada, semanas semanas depois, pela livraria gigões e anantes a viajar até aveiro... e em janeiro lá estiveram elas a encantar muitos sorrisos... seguem-se outras cidades... outros lugares... novas gentes que desejam encostar também a cabeça nestas almofadas, fechar os olhos e escutar... uma pinta vermelha num pulsar constante de alegria e sonhos por nascer um dia. *

[a exposição "Sonhos às Pintas Vermelhas" vai descansar por agora... outros sonhos elas estão por revelar durante o ano... existem muitas cidades que podem receber esta exposição, para mais informação. vaniakosta@gmail.com]

08 janeiro 2013

leão-do-mar


 espreitei o mar, pela segunda vez este ano. caminhei um pouco junto a ele olhando-o de longe... até avistar o meu leão-do-mar e as duas personagens que ele transporta desde sempre, numa eterna entrada marAdEntrO... numa praia onde em miúda já andava a brincar com as pedrinhas que encontrava na areia.

07 janeiro 2013

ouriço-do-mar


 pela primeira vez este ano visito o mar. na areia da praia encontrei, entre pequenas pedrinhas e búzios, este esqueleto de ouriço-do-mar. através dele espreitei a areia. espreitei a praia. espreitei o céu. espreitei o mar. como uma lente que "captura" uma imagem eu "capturei" também o som das ondas que chegavam até mim. corri pela praia. ali estou eu, ao longe... e daqui, consigo agora ver-me espreitar-me  através deste esqueleto de ouriço-do-mar.

04 novembro 2012

passeio na montanha...


um fim de semana na aldeia. a manhã começou cedo. o céu estava calmo. a chuva não ameaçava a manhã. uma caminhada na montanha como há muito já ansiava. a terra húmida da noite anterior. as gotas de água na ponta das folhagens. o cheiro fresco da manhã. o cheiro puro da montanha. caminhar. já sentia falta da montanha. faz-me bem. *



26 outubro 2012

quilómetros de linhas...


nos últimos tempos são vários quilómetros de linha percorridos com as agulhas. isto é um bom sinal. estão a nascer várias criações por aqui! *

17 setembro 2012

a minha "árvore" de casa...


esta costela de adão já está na família há pelo menos trinta e cinco anos. nasceu primeiro que eu é verdade. vi-a crescer e ela viu-me crescer também. de uma pequena sala, onde cresceu feliz, veio um dia comigo morar para aqui. desde então já nasceram seis folhas... a sétima vem a caminho! e hoje erguei-se mais um pouco em direcção ao céu. um vaso mais largo. mais espaço para as raízes crescerem. mas continuo a achar que duas dessas raízes podem crescer em direcção ao lugar que procuram... e continuam em busca desse lugar... para mim, é a minha "árvore" de casa! *

20 agosto 2012

quando o céu se pinta de cor...


às vezes somos surpreendidos... umas nuvens ao longe. o por do sol a acontecer e cores que surgem por instantes... e pequenos instantes podem existir para sempre...

30 julho 2012

primeira onda...


por estes dias, bem cedinho segui para a praia de mochila às costas. quando cheguei a praia estava ainda deserta. inda bem, pensei.a caminhei ainda um pouco olhando o mar... minutos depois estava na água. apanhei a primeira onda!

19 junho 2012

uma viagem ao nepal...


apenas uns dias no nepal e muitos apontamentos para partilhar... muita cor, muitos sorrisos, muita gente bonita e formas e aromas de um país fantástico... faltou subir às montanhas e respirar o mundo! e as montanhas ali tão perto... como prometido aqui ficam muitos mais apontamentos desta viagem pelo nepal *

25 maio 2012


da estante do quarto vi espreitar um livro que comprei há muitos anos atrás num alfarrabista na rua. ainda não me consegui lembrar em que rua o descobri e sobretudo em que cidade isto aconteceu. na altura aproximei-me por curiosidade de uma caixa cheia de livros. talvez porque falavam de "tempo" e o "tempo" sempre me fascinou. olhei-os. na altura este despertou-me particular atenção. o livro cheirava a "tempo". tinha ar de "tempo" e porque falava da índia fiquei apaixonada de imediato por ele. sei que li algumas páginas na altura mas confesso que por estas noites tem sido o meu livro de cabeceira e tenho lido cada uma das suas páginas com um entusiasmo diferente. nesse dia trouxe-o comigo para casa mas foi hoje que ele ganhou um "sentido" diferente. *


19 maio 2012

fios


hoje aconteceu mais um dia da Oficina de Bonecos de Pano em Guimarães. estão a nascer personagens muito curiosas... seguiu-se um chá no centro histórico com uma amiga e muitos rabiscos num papel... novas sinergias! uma visita á Fábrica ASA e aqui deixo apenas este apontamento *

12 maio 2012

a viagem...


em tempos "coleccionei" elefantes. em têxteis, cabedal, madeira, cerâmica, cera, prata, vidro, postais, fotografias, livros... sei lá. de tantas formas e feitios. um dia passei a mensagem entre os amigos "atenção, deixei de "coleccionar" elefantes", mas o meu fascínio por eles continuou a existir. hoje, fotografei alguns deles. procurei na estante este apontamento de uma das tantas folhas dos meus cadernos criativos. não posso dizer que alguma vez toquei de verdade num elefante. lembro-me apenas de estar com a palma da mão aberta a segurar uma moeda quando a tromba de um elefante se aproximou. fechei os olhos e senti-o levar a moeda. quando olhei-o de novo já lá estava junto à corda. enrolou-a  à tromba e fez soar um sino. tlim. tlam. tlim. tocou. nesse tempo ia visitá-los no jardim zoológico de lisboa. no circo nunca gostei de os ver. mas vê-los na terra onde os viu nascer sempre me pareceu algo extraordinário. hoje conto os dias para essa grande viagem. não sei o que esta aventura me reserva. a surpresa. o mistério. a descoberta. o contacto com  uma cultura tão diferente da nossa vai com certeza inspirar os meus sentidos. mas será que vou estar junto de elefantes de verdade? levo comigo na mochila este enorme desejo.

11 abril 2012

barbearia matos * braga


eu continuo com a estranha sensação que amanhã vou encontrar a barbearia matos com o seu habitual encanto nesta rua da cidade. estranhamente, ou não, o inacreditável acontece de novo aos olhos de tanta gente. e porque continuam alguns sem querer ver o que realmente importa? fechar este espaço emblemático da cidade de braga é voltarmos as costas ao nosso património que afinal deveria ser a nossa força maior para manter, cuidar e partilhar com o mundo inteiro... porque do mundo inteiro foram muitos os que fotografaram e sentiram o encanto deste lugar que o senhor manuel de sousa matos manteve aberto até ao dia de hoje. e amanhã a cidade vai sentir-se mais pobre... eu sinto-me mais pobre...

[em 2009 fiz os primeiros apontamentos neste espaço. saí com a certeza de voltar um dia para com mais calma fotografar alguns dos mais encantadores pormenores deste lugar fantástico. e a simpatia do senhor manuel de sousa matos nos faz querer voltar. nas correrias normais dos dias fui passando apenas do lado de fora. sempre com o olhar de encantamento e orgulho por este lugar existir na minha cidade de braga. hoje sei que esse dia não vai voltar. hoje, este lugar fechou. procurei os únicos apontamentos que fiz em tempos. tantos outros poderia ter feito. e muitos como eu poderiam continuar a fazer todos os dias.]

02 abril 2012

cerejeiras em flor...


voltamos à montanha. durante os últimos dias estivemos de novo reunidos para falar do elemento ÁguA. ela está no cerne deste projecto de Craft & Design. as propostas dos criadores foram colocadas sobre a mesa. partilhadas. analisadas. reflectidas. olhadas de novo através de novos olhares. estou certa que o trabalho de todos irá reunir-se numa excelente exposição, reveladora da multiplicidade de linguagens plásticas tendo em comum um elemento tão essencial como a ÁguA. e absorvidos pelo elemento natural em volta fizemos diversos apontamentos. as cerejeiras estão em flor por todo o lado. o olhar perde-se no horizonte. na silhueta das terras. e a caminho de casa, na margem de uma estrada na passagem pelo fundão, vi as primeiras andorinhas em volta das cerejeiras. quando cheguei a casa ouvi dizer que as nossas andorinhas também voltaram! *