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30 novembro 2016

N O V E M B R O . um ano I doze meses I trezentos e sessenta e seis dias


 dando continuidade às partilhas mensais dos melhores apontamentos de 2016, deparei-me com a impossibilidade de compilar imagens para o mês de novembro. incrivelmente para este mês, só encontrei esta. assim sendo, para ilustrar o meu doce mês de novembro aqui fica... uma imagem apenas, mas a certeza de quantas outras que ficaram por captar... e muitas foram em volta da preparação de uma janela bem especial, mas essas imagens são contextualizadas no meu projecto Janela Adentro, na edição do Calendário do Advento.

31 outubro 2016

O U T U B R O . um ano I doze meses I trezentos e sessenta e seis dias


e quantos momentos gostaria que fossem vividos tão demoradamente... e como é belo seguir com o olhar o voo livre das folhas sopradas pelo vento do outono... e como se parecem as folhas com pássaros...

25 outubro 2016

folhas que voam como pássaros nos céus


 porque em dias de vento, da minha janela, observo quantas folhas a voarem pelos céus. e da minha busca do Outono no Japão, recolhi num pequeno livro onde habitavam pássaros, algumas das folhas que voavam até ao chão.

[caminhada pelo parque natural de Nikko / Japão Experience 2016]

10 outubro 2016

as cores do Outono


 no Japão encontrei o Outono ainda um pouco envergonhado. não encontrei a diversidade de cores que esperava, pois a maturação das folhagens estava ainda a iniciar o seu processo de deslumbramento. os laranjas, os vermelhos, os amarelos a começar a imergir na natureza. mas fui surpreendida pela emoção dos fios invisíveis achados pelo caminho e que me ligaram ainda mais fortemente àquele lugar do outro lado do mundo. 

lembrei-me muita vezes de uma grande amiga. ela é também estas cores do outono e sempre que existir o outono vou ver-te a sorrir. gosto muito de ti.


05 outubro 2016

S E T E M B R O . um ano I doze meses I trezentos e sessenta e seis dias


 retomando a selecção mensal de apontamentos que ajudam a ilustrar momentos vividos, eis que chega o meu doce mês de setembro. como previa a dificuldade em, tão poucas imagens, falar desta bela viagem ao Japão. comigo levei um livro especial que foi acarinhado por algumas mãos e olhares nipónicos. com ele semeei alguns desejos e através dele encontrei fios invisíveis que me ligaram aos lugares e às pessoas que fui conhecendo. e porque esta viagem vai para sempre existir neste livro, por enquanto ele ainda aguarda poder abraçar tantas outras páginas desta viagem.

31 julho 2016

J U L H O. um ano I dez meses I trezentos e sessenta e seis dias


... retomando a partilha de alguns dos melhores momentos de cada mês, chegou o dia de recordar então, alguns dos apontamentos que ajudam a ilustrar este mês de julho. e tantos outros momentos foram sendo partilhados ao longo deste mês, e tantos outros que não poderiam deixar de ser "secretos" e apenas meus. durante este mês aconteceram tantas coisas boas. aconteceu os Elementos à Solta e uma nova oportunidade para expor o meu trabalho na belíssima aldeia da Cerdeira, na Serra da Lousã. mais uma excelente oportunidade para conhecer também o trabalho de outros artistas e assim criar novas sinergias, entre elas a oportunidade fantástica para explorar técnicas de cestaria que irei com certeza aplicar em projectos futuros. e foram dias de visitar lugares "abandonados" e sem contar assistir ao pôr-do-sol mais bonito que vi nos últimos anos. tantos desejos ainda por realizar, tantas oportunidades e meses para continuar a caminhar em direcção a todos eles...

08 julho 2016

solitária e o seu ninho de folhas


 a NATUREZA é simplesmente extraordinária. há cerca de três anos, pelo menos, num vaso da varanda fui descobrir algo maravilhoso. nunca tinha visto nada assim. este ano regressou mas escolheu outro vaso para construir um abrigo. (não sei se será a mesma abelha!) para começar fui encontrar terra no chão. não era coisa dos gatos cá de casa mas de um ser mais pequenino, tal era o montinho de terra. de baixo da pedra encontrei um ninho de folhas. ela entra e sai a fazer marcha atrás arrastando com as patinhas a terra que vai caindo no chão. o tal montinho de terra que me suscitou curiosidade. depois lá vem ela de novo com folhinhas enroladas nas patas e enfia-as no buraco, nesta arquitectura perfeita. tão bom poder assistir à NATUREZA, à sua arte e perfeição. e assistindo a coisas como estas nos inspiramos para novas criações

[ainda cá por casa, uma espécie de vespa, que pelo quinto ano, vem fazer ninho dentro de um armário no fresco da cozinha. casulos de terra que também já fotografei]

21 junho 2016

piquenique à sombra de um Carvalho com 500 anos...


 para começar bem o dia, acordar bem cedo, para preparar uma merenda deliciosa para um belíssimo piquenique (prometido há tanto tempo!). à sombra de uma belíssima Árvore, um Carvalho com 500 anos, com tantas histórias nos teria para contar, estendemos a toalha e sobre ela colocamos todas as iguarias preparadas. éramos três. eu, a boneca inês e a fernanda. juntas de novo mas à sombra de um Carvalho. da última vez estivemos as três na Olaria, para a inês experimentar pôr as mãos no barro e criar algo para uma janela especial da cidade. desta vez descobrimos que a inês é também uma excelente almofada!

31 maio 2016

M A I O. um ano I dez meses I trezentos e sessenta e seis dias


como está a caminho um novo mês... e porque iniciei estas partilhas este ano... é bom ilustra este mês de maio com alguns dos momentos que o ajudam a pintar, porque ele está prestes a despedir-se de nós e até pra o ano.

22 abril 2016

de pernas para ar... o mesmo, de outra forma


eu e os têxteis. na descoberta da minha linguagem com os tecidos exploro novas perspectivas e sensações. working in progress. explorando e criando. confusos?

iniciei o ano com novos projectos. dar forma e movimento a novas linguagens plásticas. iniciei o ano, alimentando ainda os desejos acrobáticos que desde pequenita me desafiaram a habilidades muitas vezes pouco consciente de tantas realidades possíveis. nascemos com tantas possibilidades de sermos. umas dão lugar a outras. outras surgem sem percebermos exactamente quando surgiram pela primeira vez. e a vida vai-nos dando as possibilidades possíveis para as re-descobrirmos, porque sempre existiram, ainda que às vezes difusas ou escondidas. eu voltei a desafiar os meus desejos acrobáticos e exploro uma forma de linguagem com os tecidos.

como o processo criativo é fascinante. e há quem ache que das muitas vezes que parecemos imóveis não estamos a criar. quantas vezes viajamos sem sair do lugar. quantas vezes, a nossa mente e o nosso corpo, se movem sem sair do lugar, sem em nenhum único gesto se manifestar. o processo criativo é muito mais do que se vê, ele se sente, ele existe mesmo antes de ganhar forma e se manifestar no mundo em que todos conseguem percepcionar. as imagens das possibilidades reais manifestam-se mesmo antes de existirem, se o existir acontece apenas quando a percepcionamos e aceitamos como tal.

 o processo criativo mostra-nos tantas possibilidades possíveis. às vezes o difícil é escolher. acredito que muitas escolhas no processo criativo tornam-se naturais, como se elas se afirmassem por si só, nós só as ajudamos a manifestar-se.

21 abril 2016

GUARDA a chuva


 G U A R D A a chuva. gosto do verbo guardar. o quanto, para mim, assume o seu sentido de preservar, de cuidar, de proteger... 

eu guardo muitas coisas. mas não tenho gavetas e armários cheios de tudo. não tenho a casa cheia de tudo sem sentido. tenho a casa cheia de tudo o que faz sentido. uma casa em transformação. onde circula o improviso. o deslumbramento de tudo o que é novo. a transformação de tudo o que é velho. não é uma casa perdida em objectos e espaços cheios de tudo. cada pedaço de tudo tem o seu lugar certo. a sua razão de existir. 

guardo memórias. mas não fico pressa ao passado. gosto de lembrar o passado para compreender o futuro. gosto de recordar esses momentos, essas experiências, a importância das pessoas na nossa vida e na construção de quem somos. 

gosto de cuidar do que amo. amo tantas formas diferentes. de tantas formas diferentes. 

gosto de cuidar do que é belo. gosto de cuidar de todas as formas que despertam, de tantas formas diferentes que às vezes não sabemos explicar o porquê. mas gosto de guardar tudo o quanto guarda em si o significado maior para cuidar. tantas imperfeições perfeitas são tesouros para preservar. e se para guardar às vezes significa sentirmo-nos de pernas para o ar... também é bom olharmos de outra perspectiva... e assim descobrimos um mundo novo


[desvaneios meus]

31 março 2016

M A R Ç O. um ano I doze meses I trezentos e sessenta e seis dias


 voar. na terra como no ar. com pequenos pormenores ilustro o mês de março. gosto tanto de assear na praia antes da chegada da primavera. e por lá encontrei um tapete de seixos trazidos pelo mar. entre tantos encontrei alguns muito especiais, esculpidos e pintados pela natureza. assim encontro pequenos tesouros.
 voar. na terra como no mar.

31 janeiro 2016

J A N E I R O . um ano I doze meses I trezentos e sessenta e seis dias


tantos momentos partilhados no meu doce mês de Janeiro. 

poderia seleccionar diversos apontamentos. é sempre tão difícil escolher apenas alguns, de tantos outros. 

um guarda-chuva abandonado no caixote do lixo porque o vento o quebrou. com aquelas pintas vermelhas não o poderia deixar lá abandonado. regressei ao estúdio para o deixar. noutro dia olhei-o de novo e retirei, sem rasgar, o tecido impermeável tão sarapintado. não sei o que farei com ele mas estou certa que vai transformar com alegria o quer que decidir criar. 

uns sapatos vermelhos em tecido. as palavras escritas a giz no chão, "Que desejos tens?". uma mala de cartão de viagem, que poderá guardar tantos segredos. neste novo ano tenho muitos desejos para concretizar. os sapatos vermelhos lembram tantas vezes os sapatos de verniz que pedi, quando menina, para a mãe comprar. nunca os tive. pelos menos vermelhos. tive uns sapatos de verniz mas eram pretos. combinavam com quase tudo. mas o desejo sempre foi ter uns vermelhos. 

a minha querida AzEitOna olhou-me muitas vezes com aquele olhar mágico. esteve doente e tive tanto medo de a perder. se ia imaginar que um dia, a olhar para ela, ia decidir fazer gatos em tecido. assim nasceram as AzEitOnAs. gatos de silhueta negra e que viriam a conquistar muitos sorrisos com o seu olhar atento e misterioso. agora também tenho um Matias. qualquer dia tenho de criar um gato de silhueta negra mas com uma pinta branca no pescoço. saberia lá eu que um dia ia encontrar semelhanças na silhueta dos gatos que crio em tecido com a silhueta dos gatos que desenhava quando tinha cinco anos. quando reencontrei os meus desenhos de miúda no sótão, descobri os gatos que desenhava. quase tive vontade de chorar por ver ali, naquelas folhas de papel, os gatos que hoje ganham forma com os tecidos. afinal esses desenhos mantiveram-se vivos e escondidos na minha memória mas se não tivesse encontrado esses desenhos nunca teria sentido a alegria desta descoberta.

o meu doce mês de Janeiro. ano após ano, começo o ano com o mês em que celebro mais um ano. este ano celebrei 36. nasci em casa e entre os amigos sempre acharam estranho escutar que tinha nascido em casa. aliás, nasci na casa da avó. foi a avó que proporcionou esse momento em casa e me ajudou a nascer. 

a todos os amigos que comigo partilharam momentos tão especiais durante este mês, um grande abraço. e se nos últimos tempos tenho seleccionado diversos momentos com os amigos e que estão hoje registados em fotografias, o livro-objecto "Linhas da Amizade" que estou a conceber vai transformar-se num objectivo mágico, numa espécie de bilhete de viagem porque nele vão habitar diversos lugares, diversas emoções, diversos amigos que dão ainda mais sentido à minha vida. 

e antes da chegada do ano que virá a seguir, ainda temos tantos outros meses para aproveitar. 
olhando tudo que nos envolve e habita vivemos mais um dia. 

28 dezembro 2015

abrir os braços a 2016...


para legendar esta imagem, nesse dia escrevi: "as asas dos meus desejos".
para ilustrar um último post, do ainda existente 2015, partilho este momento nesse dia eternizado pelos olhos dele. a dias de abrir os braços a um novo ano, revejo os desejos que fui rabiscando em folhas de papel e todos aqueles que vivem aqui dentro e que nem sempre ganham forma pelas palavras ou pelas linhas desenhadas. neste novo ano, vou mergulhar num processo criativo intenso e pessoal. desejo continuar a materializar quem sou através de todos os gestos artísticos que entender como forma de linguagem.

04 dezembro 2015

luz versus sombra I simetrias



 passeando pelo Parque de Serralves olhei o céu. encontrei-me nas linhas desenhadas pelas árvores e num sentimento fantástico abracei o sentido maior que naquele instante as minhas Mãos-Árvore adquiriram. sincronizações perfeitas acontecem e somos invadidos pelo sentimento de felicidade.

 "Mãos-Árvore / semeando a terra em mim", é a instalação que estou a preparar para apresentar na JanelaAdEntrO [uma história à janela], no próximo dia 19 de dezembro, pelas 16h. assim sendo, em breve irão perceber o significado maior deste momento.

 e num belo dia de sol, numa tarde de Outono, a luz brinca com as silhuetas que desenha na superfície dos objectos. nas paredes e no chão as sombras deixam adivinhar essa realidade que existe.