30 Maio 2007
Acordei cedo pela manhã…
Quando tudo estava preparado, foi fácil iniciar a viajem pelo Universo da Perna Longa com muitos dos pequenos sorrisos presentes no auditório do Colégio, sem esquecer também o acolhedor sorriso das educadoras.
Obrigada pelo vosso carinho!
personagens para a animação do conto "Barriguinha"
17 Maio 2007
Delicado Coração de Líquene
Partilho com todos vocês um dos recantos do Museu dos Biscainhos, em Braga, no qual se integra uma das minhas propostas na Intervenção Colectiva: “On the Other Hand/ Sombra-Clara”, intitulada: "Delicado Coração de Líquene". Esta peça foi desenvolvida a partir do molde de uma pedra figurativa que se encontrava no jardim do museu e a qual despertou, desde o primeiro instante, a minha empatia. Com esse molde recriei uma nova personagem. À figura de pedra, que me pareceu "esquecida" naquele recanto do jardim, "dei-lhe" um novo lugar. A superfície das águas da fonte central, situada no jardim "interior" do Museu, beijam agora a sua superfície de pedra.
"No silêncio daquele recanto do jardim descobri a tua silhueta. Uma vestimenta em tons de cinza cobre a tua tímida nudez. Um coração de líquene transparece na tua superfície. Olhei-o de novo. Não quis despir-lhe significados. Comoveu-me apenas a forma como cuidava das tuas feridas. Nesse instante moldei a tua superfície conduzida pelo toque do meu olhar. Olhei-a cuidadosamente com a ponta dos meus dedos. Fecho os olhos. A memória do gosto da brisa daquele recanto do jardim, a musicalidade das cores da folhagem e a intuição de todas as partículas que nos circundavam naquele instante e naquele espaço, outrora habitado por gentes de épocas que se imortalizam em cada pormenor dos objectos desta casa-museu, veio ao meu encontro. Numa nova forma dei-te um coração de esperança. Reforçar, simbolicamente, aquele que crescia sobre a tua superfície e que humanizava delicadamente a tua existência. Ver neste instante a tua imagem reflectida na superfície destas águas dá de beber à memória de outros lugares, à superfície das águas desses lagos e dos fjords que reflectem o infinito do céu, para onde o teu olhar se perde… ou se encontra." Vânia Kosta

Faz também parte da minha proposta, nesta intervenção colectiva, os diversos rostos que se encontram nos claustros situados neste jardim "interior" do Museu. Surguiram da reprodução em diferentes materiais dos rostos observados nesta fonte. "Tecendo olhares", título desta intervenção, simboliza o amor que se reflecte de diferentes formas e sentidos… estes olhares que tecem cortinas de ternura e delicadeza olham pela figura de pedra, com coração de líquene, neste seu novo lugar.
Museu dos Biscainhos - Intervanção Colectiva: "On the other hand/sombra-clara" 19 de Maio a 19 de Junho

Quanto à exposição, no âmbito mais ou menos formal, participam com instalações, imagens, esculturas, vídeos, sons e palavras, o seguinte certame de artistas: Adelina Lopes, Adriano Faria, Ana Caldas, Ana Pascoal, Bento Duarte, Carla Cruz, Carlos Fortes, Carla Mendes, Franklin Pereira, Helena Cordeiro, Helena Santos, Hugo Calçada, Iva Dias, Inês Ferreira, Joana de Deus, Joana Pinheiro, João Foldenfjord, João Noutel, Manuela São Simão (+ Sem Palco), Micaela Amaral, Miguel Meira, Paulo Neves, Paulo Nogueira, Ricardo Fiúza, Rita Carvalho, Sofia de Carvalho, Teixeira Barbosa, Teresa Luzio, Vânia Kosta e Valter Hugo Mãe.
Outras actividades de animação e dinamização deste projecto, a realizar durante os fins-de-semana, serão divulgadas ao longo da sua permanência.
Francisco Ferreira
11 Maio 2007
pequenos recantos de "Silhuetas de Fantasia"
de regresso à Torre de Menagem
Possuir estas chaves é como se tivesse ao meu alcance a “chave” de algo misterioso. Qual será o seu segredo? Até dia 3 de Junho será a “chave” para chegar até ao pequeno universo de fantasia que procurei recriar dentro desta torre que tantas recordações me trás sempre à lembrança.
Com as pequenas indicações, feitas durante a noite passada, iniciei a montagem da exposição. Liguei a música e arregacei as mangas. À medida que naquelas paredes de pedra se figuravam as silhuetas das minhas personagens de pano, as ideias de como deveria usar o espaço fluiu naturalmente. Consciente das limitações que tinha, sobretudo relativos aos recursos humanos, tentei fazer o meu melhor. A música embalou aquele momento. Sem dar conta... as horas passaram. Fechada na torre não me apercebi do dia escurecer. Olhei tudo de novo e despedi-me das minhas personagens.
Volto amanhã!
08 Maio 2007
Exposição "Silhuetas de Fantasia" 15 Maio a 3 Junho

Abertura:
Terça/Sexta
15.00/18.30
Sábados
10.30/12.30
15.00/18.30
Domingo (dia 3 de Junho)
15.00/18.30

